segunda-feira, 20 de julho de 2009

Tangram: um pouco de história.

“O tangram é um quebra-cabeça chinês de origem milenar. Ao contrário de outros quebra-cabeças, ele é formado por apenas sete peças, com as quais é possível criar e montar cerca de 1700 figuras entre animais, plantas, pessoas, objetos, letras, números, figuras geométricas e outros.

As regras desse jogo consiste em usar as sete peças em qualquer montagem, colocando-as lado a lado sem sobreposição.

Esse jogo foi trazido da China para o Ocidente por volta da metade do século XIX e em 1818 já era conhecido na América, Alemanha, França, Itália e Áustria.

A origem e significado da palavra tangram possui muitas versões.

Uma delas diz que a parte final da palavra – gram - significa algo desenhado ou escrito como um diagrama. Já a origem da primeira parte – tan – é muito duvidosa e especulativa, existindo várias tentativas de explicação. A mais aceita está relacionada à dinastia T’ang (618-906), que foi uma das mais poderosas e longas dinastias da história chinesa, a tal ponto que em certos dialetos do sul da China a palavra T’ang é sinônimo de chinês. Assim, segundo essa versão, tangram significa literalmente quebra-cabeça chinês.

Outra versão está ligada à palavra chinesa para tangram, Tchi Tchiao Pan, cuja tradução seria Sete Peças da Sabedoria. O que nos faz crer que seu criador tivesse algum propósito religioso ou místico ao empregar as sete peças para descrever o mundo.

Porém não existem registros históricos que comprovem essas relações. O que se sabe é que desde que o Ocidente entrou em contato com esse jogo, o tangram vem demonstrando seu caráter sedutor que tem envolvido várias gerações, quer seja como passatempo ou como manifestação artística.”

DINIZ, Maria Ignez de S. V. et al. A Matemática das sete peças do tangram. CAEM. São Paulo, 1995.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Regras de Divisibilidade

Divisibilidade por 2

Um número natural é divisível por 2 quando é par.


Divisibilidade por 3

Um número natural é divisível por 3 quando a soma dos seus algarismos for múltiplo de 3.
Ex.:
57 --> 5 + 7 = 12, 12 é múltiplo de 3, logo 57 também é.
Obs.: 4 x 3 = 12


Divisibilidade por 4

Um número natural é divisível por 4 quando o número formado pelos seus dois últimos algarismos for múltiplo de 4.
Ex.:
956 --> 56 é múltiplo de 4, logo 956 também é.
Obs.: 14 x 4 = 56


Divisibilidade por 5

Um número natural é divisível por 5 quando termina em 0 ou 5.
Ex.: 245, 370


Divisibilidade por 6

Um número natural é divisível por 6 quando é divisível por 2 e por 3 ao mesmo tempo.
Ex.:
516 é divisível por 6, porque:
--> é divisível por 2, pois é par;
--> é divisível por 3, pois a soma dos seus algarismos (5+1+6 = 12) e 12 é múltiplo de 3.


Divisibilidade por 9

Um número natural é divisível por 9 quando a soma de seus algarismos é divisível por 9.
Ex.:
387 --> 3 + 8 + 7 = 18, 18 é múltiplo de 9, logo 387 também é.
Obs.: 2 x 9 = 18


Divisibilidade por 10

Um número natural é divisível por 10 quando termona em zero.
Ex.: 30, 400


Veja um exercício desta matéria.

Descubra o valor de x e y de modo que o número de cinco algarismos 57X4Y seja divisível por 5 e por nove ao mesmo tempo. Existe mais de uma resposta.

Bons estudos.
Beijos.

domingo, 28 de junho de 2009

Dicas para Facilitar o Aprendizado em Matemática

A seguir segue algumas sugestões de como melhorar o aprendizado em matematica. Muito interessante, vale apena ler e colocar em prática.

1. Manter assiduidade e pontualidade ás aulas. Todos devem fazer o máximo de esforçopara assistir a todas as aulas. Em Matemática os assuntos são apresentados em ordem crescente, o que faz a aula seguinte depender da anterior. Nas ausências, o aluno deve se atualizar em relaçãao á aula anterior, sob pena de perder a comunicação com o professor.

2. Para se aprender ou ensinar Matemática, a concentração é indispensável. Deve-se exercitara capacidade de se manter concentrado durante as aulas e nas tarefas de casa do curso.

3. Ter um caderno para acompanhamento das aulas e para anotações. Além de registrar a aula, nele o aluno faz questionamentos e guarda reflexões.

4. Procurar executar as tarefas do curso. São exercícios propostos ou pequenos detalhes deixados pelo professor, os quais ele entende que são perfeitamente acessíveis aos alunos. Verifique-os. Se não conseguir, comente com ele depois. "Olha, aquilo não foi tão fácil para mim!”. Saber disto é muito importante para o professor.

5. Fazer a leitura do livro texto e tentar verificar os detalhes deixados pelo autor. Aí, é necessário estudar com lápis, papel e borracha á mão. Uma mesa com cadeira, além de tranquilidade são indispensáveis. Não se aprende Matemática só com os olhos. Ao ler, exercite sua capacidade de crítica. Comente com o professor sobre o que lhe pareceu dizer o autor. Critique o autor. Ler sem refletir é o mesmo que nada ler. Lembre-se, o livro é uma espécie de professor que dita a matéria,mas não responde ás dúvidas do aluno, nem sequer as ouve. Dialogue com seu professor. Colecione perguntas e use a aula de atendimento, ou a própria aula, para expô-las.

6. Reescrever as definições, os enunciados dos teoremas e refazer as demonstrações. É importante, antes de tudo, compreender o significado de cada um deles. Faça figuras. Liste os resultados que lhe pareçam mais importantes. Reescreva-os com suas palavras. Nesta hora você esta tentando entendê-los e ao mesmo está exercitando sua escrita em Matemática. Ás vezes encontram-sepassagens mais rápidas ou outras soluções mais simples que as do autor, ou mesmo erros.

7. Identificar qual é a idéia central da prova e a quantidade de etapas de uma demonstração.Isto, muitas vezes, é o que faz você lembrar da prova. O relembrar automaticamente está relacionado com o aprender.

8. Fazer exercícios. É a sua contribuição para fazer Matemática. Você vai ganhando independência e formando seu estilo, como nas artes. Na maioria das vezes as soluções dos exercício dependem apenas da teoria exposta naquele capítulo. Não desencorajar se não conseguir resolver um exercício, ou um monte deles. Ás vezes eles são difíceis mesmo. Dependem de idéias que você ainda não assimilou.

9. Anotar todas as dúvidas. Muitas delas serão solucionadas por você mesmo através de discussão com os colegas, com os monitores ou com o professor. Tire sempre as suas dúvidas. Não se envergonhedelas. Uma dúvida pode significar uma intuição errada sob um determinado assunto. Ela permanecendo funciona como um postulado e provoca ainda mais dúvidas.

10. Principalmente vibrar quando resolver um exercício. Escreva-o do seu jeito e guarde-o no seu caderno. Ele é seu, porque a Matemática não tem dono. Vibre quando vencer um desafio!

11. Não há razão para temer a Matemática. A satisfação em aprender Matemática é muito maior do que o temor ao não sabê-la.

Autor: Eclipse